Finalmente em 2018 vai sair o post mais esperado de 2017! Vamos finalmente relatar como foi que o Han conseguiu o primeiro emprego no Canadá na área de TI! Estão curiosos? MUITO né não?

WARNING: Essa história do Han NÃO é nem de perto o padrão/normal/comum de quem chega no Canadá (mesmo com PR)! NEM NA ÁREA DE TI! Já ouvimos muitas histórias, e sim, a área de TI é mais rápida nas contratações, mas nem tanto. Dado o alerta, vamos a história!

Mandando currículos

Bem, como a gente já explicou lindinho no post sobre como fazer currículos no estilo canadense, vocês já sabem que dá um certo trabalhinho. Tem o currículo e a cover letter para cada emprego que você manda.

Mais ou menos no início de Junho/2017, com menos de 30 dias para partimos para Vancouver, o Han decidiu que estava na hora de mandar alguns currículos.

Passamos algumas horas de uma noite olhando sites como Indeed.ca, Monster.ca e alguns sites específicos de empresas de tecnologia que sabíamos que possuíam escritórios em Vancouver. Nessa noite o Han mandou 3 currículos para 3 empresas distintas.

Mandando ver no envio de currículos!

Fomos encontrar com alguns dos nossos amigos depois disso e não nos preocupamos, afinal, iria demorar para alguém nos responder. Uma das vagas já falava no anúncio que a pessoa precisava ser Canadense ou Residente Permanente. Logo, para essa vaga o Han botou bem em cima do currículo o “legal status” dele de PR.


Que eu me lembre não demorou nem 3 dias para o Han obter uma resposta de interesse exatamente dessa vaga. Das outras duas empresas nem resposta ele teve tá?

Nós logicamente ficamos muito felizes mesmo! Não tínhamos ideia se daria certo, mas já era um bom sinal que só com 3 currículos ele obteve resposta de uma empresa.

Etapas para contratação

Após o envio do currículo e a demonstração de interesse por email do recrutador, pelo que contamos aqui, foram 4 etapas para a contratação. A primeira foi o contato por telefone do recrutador; a segunda,  testes técnicos online; a terceira, uma entrevista com a equipe técnica e o quarto, a entrevista final.

Vamos falar um pouquinho de cada etapa, mas como eu estou relatando as etapas de contratação do Han, me perdoem pela falta de detalhes técnicos, viu?

Telefonema do recrutador

Logo depois do email de retorno do currículo, o recrutador respondeu que desejava marcar um telefonema com o Han. Eles marcaram por Skype e conversaram. Acho que a conversa durou uns 15 a 20 minutos no máximo.

Nesta primeira ligação ele se apresentou, falou um pouco da empresa e perguntou se o Han estava disposto a realizar um teste online que a empresa normalmente aplica para os candidatos. Logicamente que o Han disse que não teria o menor problema em fazer os testes.

Então, meio que encerrou a conversa e o Han recebeu um pouco depois o link para os testes.

Testes técnicos online

Aparentemente, descobrimos depois já aqui no Canadá, que muitas pessoas se recusam a realizar testes online. Isso dificulta muito a tarefa de contratação. Nós queremos deixar aqui o conselho em sempre topar os testes! É ótimo até para você mesmo verificar o nível que você está – tecnicamente falando.

O Han quando trabalhou para a Aurea Software através da Crossover havia feito testes dificílimos que exigem que você realmente produza um produto que esteja funcionando em pouco tempo (normalmente até 3 dias no máximo). A Crossover, pra quem não conhece, é uma empresa de recrutamento e RH americana que se orgulha em dizer que seus clientes são empresas Fortune 500 e seus contractors são os top 1% desenvolvedores do mundo justamente dado o rigorosíssimo processo de seleção. Não é pra qualquer um mesmo!

Quando fazia os testes, esse era o sonho! 3 mãos! Hahaha

Quando ele fez essas provas da Crossover, ele ficava o final de semana inteiro somente dedicado a isso. Demorava muito e cansava BASTANTE. Mas essa foi a experiência que alavancou a carreira do Han e trouxe aprendizado DEMAIS para ele!

Por isso, quando o amigo canadense falou em teste, bateu até aquela preguicinha no Han. Mas ele falou, vamos lá! Quando ele começou os testes ele só faltou rir dele mesmo! Eram testes muito mais simples que o nível de produção exigida pela Crossover.

Fazendo os testes online

Basicamente ele fez 4 testes de múltipla escolha nas áreas de lógica, SQL, C# e ASP.NET. Pelo que lembramos o teste de lógica foi o que mais demorou para ele fazer. Era um teste bem diferente do que ele estava acostumado. Envolvia coisas como “girar setas numa determinada ordem e achar o resultado final correto” e várias lógicas malucas de trocar letras/símbolos de lugar dado um determinado padrão.

Os testes de SQL, C# e ASP.NET foram bem parecidos com as provas de certificação dessas mesmas tecnologias.
O mais complicado desses testes era que você tem somente 2 minutos para responder cada questão ou ela é marcada como erro. Não dá tempo de pensar direito, e as respostas tem que estar bem na ponta da língua.

Depois de umas 5 horas ele já tinha terminado os testes todos. No final, ele me disse que o teste não era difícil (especialmente comparado com os testes da Crossover), mas que era um bom teste para definir o nível daquele desenvolvedor que estava se candidatando.

Importante lembrar que essa empresa especificamente faz esse tipo de teste online antes do famoso screening com o teste no quadro branco, mas muitas empresas não fazem. Uma ótima dica pra quem está se preparando para entrevistas é o livro Cracking The Coding Interview (paga nóis Amazon!).

Entrevista com a equipe técnica

Depois desses testes online o Han recebeu uma resposta por email do recrutador, querendo marcar outro telefonema. Ficamos felizes e ele marcou esse telefonema. Tudo isso aconteceu na semana do dia que vínhamos para o Canadá.

Nesse momento ele queria saber um pouco do histórico de trabalho do Han. Mais sobre tecnologias e linguagens e o que o Han estava fazendo naquele momento. Ele mencionou que o Han tinha ido super bem no teste online e que a empresa queria marcar para conversar com ele o quanto antes possível. Isso foi na segunda feira dia 19/06/17. Nós tivemos uma conversa antes sobre datas e coisas a fazer assim que chegássemos, e por fim a entrevista ficou marcada para quinta feira dia 29/06/17.

Nós chegamos no Canadá na segunda feira 26/06/17 na hora do almoço e a entrevista do Han já era na quinta daquela semana mesmo!

No dia da entrevista eu fui com ele até o local e fiquei esperando. Eu não queria ficar no Airbnb super nervosa esperando a resposta e aproveitei para passear um pouco.

Nós não sabíamos quão confiável era o google maps na previsão do tempo que levaria para chegar lá (fica a dica: é MUITO certinha a previsão aqui em Vancouver), e acabamos chegando uma hora antes. O Han muito esperto achou melhor subir e falar que estava adiantado mas esperaria.

Como estamos em Vancouver, tudo funcionando na hora e nada de derrapagens!

Eu achei que a entrevista ia começar só uma hora depois, mas mal sabia eu que logo que ele subiu, eles se comunicaram lá e pouco tempo depois começou a entrevista.

Essa entrevista demorou para CACETA. Eu acho que foi na boa entre 1h30 e 2h de conversa. Nessa entrevista estavam duas pessoas: o gerente e um desenvolvedor senior da empresa. O Han disse que eles tinham umas 5 páginas de perguntas técnicas e depois de todas as perguntas teve o tal do teste do quadro branco.

Teste do quadro branco? Que que é isso?

Para quem não sabe, é BEM padrão aqui fazer o teste do quadro branco. Esse teste basicamente consiste em você resolver um problema/prova de algoritmo no quadro branco sem ser no computador.

Você literalmente escreve a mão o que você colocaria em código para resolver a situação X que for apresentada para você.

Não adianta ter medinho não, vai ter que resolver árvore binária no quadro branco sim! rsrsrs

Quando saímos do prédio após a entrevista o Han estava bem confiante. Eu queria ir no Walmart e era ali “perto” então decidimos ir andando. Antes mesmo de chegarmos no Walmart o pessoal da empresa ligou pro Han (no nosso agora número de telefone canadense) e falaram que queriam marcar uma segunda entrevista! Foi comemoração no meio da rua mesmo!

Nós na rua comemorando! \o/ UHULLL!

Entrevista final

A entrevista final foi mais uma formalidade que tudo na opinião do Han. Pelo que ele percebeu, eles já possuíam o OK da equipe técnica dizendo que o Han seria um bom candidato para a vaga.

Porém o product development head, que é o líder de todo o time de desenvolvimento precisa dar o aval dele também. Por isso nessa última etapa o Han foi entrevistado somente por essa pessoa.

Ele perguntou algumas coisas sobre as experiências anteriores do Han e outras coisas para ver se o perfil dele se encaixaria com o da equipe. O Han saiu bem confiante dessa última entrevista e com razão! Em menos de 30 minutos ele já tinha recebido a resposta positiva que a vaga era dele.

Um tempo depois ele recebeu o RH os detalhes sobre a “offer”, que é o que eles estão oferecendo na vaga, valor de ganho, benefícios e horas a trabalhar. E aí foi só combinar uma data de começo. O Han começou mais ou menos uma semana depois da última entrevista.

Sorte ou competência? Ou é só por que é TI mesmo?

Como nós já alertamos no início desse texto, a gente sabe que essa história do Han não é padrão, NEM na indústria de TI. Muita gente acha que só por que é TI vai ser facim facim de conseguir um emprego, mas não é bem assim não.

Tem bastante vaga? Sim. Porém, nós vemos que além de precisarem de pessoas bem qualificadas que sabem realmente lidar com as linguagens e tecnologias, o mercado também carece de profissionais que falam bem inglês.

JURO para vocês que não é para puxar sardinha pro meu lado. Você consegue um emprego em TI mesmo sem falar inglês bem, muito mais fácil que em qualquer outra área, mas mesmo assim se você tem um inglês superior a sua vida vai ser bem mais fácil!

I hope you understand! It makes it easier… a whole lot easier!

Outra coisa é que vemos que muita gente vem com habilidades técnicas que no Brasil podiam ser suficientes, mas no exterior não são! Por ter trabalhado com a Crossover, que trabalha com equipes internacionais e tem níveis altíssimos de exigência e qualidade, o Han aprendeu com eles qual era o padrão na indústria para empresas Fortune 500.

O padrão é bem mais alto no exterior e um dos fatores que o Han disse ter influenciado MUITO a contratação dele foi que tudo que a empresa queria começar a ter, o Han já tinha experiência de trabalhar com aquilo.

Então, eu digo que no caso do Han foi sorte somada a competência que ele adquiriu trabalhando para empresas internacionais nos anos anteriores.

Nós aconselhamos todo mundo que é de TI e está pensando em vir para o Canadá a se testar. Procure estudar com sites como o Hackerrank.com . Não venha achando que TI no Canadá é igual TI no Brasil, por que não é!

E vocês? Já tiveram algum experiência com contratações no Canadá? Deixa um comentário compartilhando sua experiência e suas dicas aí embaixo.

E nos vemos aqui no CANADÁ!


27 COMENTÁRIOS

  1. Apesar de ter visto diversas vagas sobre T.I, muitos blogs são voltado mais para desenvolvedores e não vejo muito relatos sobre Infraestrutura(apesar de ter muita vagas como desenvolvedor). Vocês teriam algum amigo ou conhecimento de como são as entrevista para esse tipo de vaga?

    • Olha, infelizmente não conheço ninguém de infraestrutura que tenha feito entrevista por aqui recentemente pra poder te dar alguma idéia como é. Hoje a parte de infraestrutura involve muitos serviços de cloud com o famoso cargo “devops” que traz muito do infrastructure as code com ferramentas como Chef, Puppet, Ansible gerenciando instâncias EC2, containers no ECS, e etc… Enquanto estava no Brasil isso ainda não era muito comum por lá (pelo menos nos lugares onde passei e nas empresas onde tenho amigos), e eu trabalhei muito com isso na Aurea. Seguindo essa tendência, imagino que cargos de infra vão demandar não só conhecimento de cabeamento e configuração de servidores mas também muito conhecimento de cloud (aws, azure).
      Um abraço!

  2. Ótimo post! A dica do livro “Cracking the Code Interview” e do site “HackerHank” são excelentes, também!

    De forma similar, apliquei para a vaga em que trabalho atualmente cerca de duas semanas antes de me mudar para o Canadá, ainda usando meu endereço e telefone brasileiros. A vaga exigia apenas “Legal authorization to work in Canada”, então tomei o cuidado de mencionar no currículo que eu tinha um Open Work Permit válido por 2 anos, e mencionar na cover letter que eu me mudaria para Vancouver em 2 semanas.

    A vaga parecia se encaixar bem com minha experiência e, bem, como já adiantei que esta é a vaga onde trabalho atualmente, já dá pra imaginar que fui aceito. É, #sqn. Ser rejeitado para “a vaga perfeita”, sem receber um telefonema sequer, foi fo…, err, intrigante.

    Chegando aqui, enviei na mesma semana um e-mail para a recrutadora, basicamente dizendo “sou eu de novo, agora em Vancouver”. Mesmo sem reaplicar para a vaga, recebi uma resposta no dia seguinte, já agendando uma conversa por telefone. Tudo foi bem e, em poucos dias, já estava fazendo a entrevista presencial. Após 4 horas e 5 entrevistadores, saí confiante, e a carta oferta veio logo em seguida. Curioso foi ouvir na última entrevista: “como assim você aplicou há um mês e ainda não tínhamos ouvido falar de você?”. Minha resposta foi… ¯\_(ツ)_/¯

    E foi assim que eu fui rejeitado e depois aceito na minha vaga atual 🙂

    No meu caso, então, mesmo sendo o candidato que eles procuravam e tendo “Legal authorization to work in Canada”, só passei a ser considerado de verdade quando me mudei para cá.

    Um abraço!

    • Caracas, que doidera, hein!
      É, por isso que eu fiz questão de colocar no topo do currículo em alto e bom tom “Permanent Resident arriving on June 26th”. As outras duas empresas que enviei currículo e não tinha essa informação (inclusive uma delas foi a EA rsrsrs) nunca me responderam, mesmo já constando meu endereço canadense (o do airbnb né rsrs).
      Pra essa vaga onde eu trabalho atualmente estava escrito na descrição da vaga que eles só iriam considerar cidadãos ou PR e foi isso que me deu a ideia de colocar no currículo a minha situação legal no Canadá. Provavelmente se eu tivesse mandado sem isso eu não teria tido uma resposta também.

      =)

  3. Poxa tenho muita vontade de ir para o Canada trabalhar com ti. Sempre gostei muito de computadores e fiz técnico em ti no senac. O que vcs me indicariam para conseguir algo como técnico no canadá na area de ti

    • Leandro, uma boa dica está nesse post. Fazer uma prova para uma vaga na crossover é uma boa forma de ver se seu nível técnico está de acordo com os padrões norte americanos. Boa sorte!

  4. Ei pessoal, mais um excelente post, sempre ajudando demais. Muito obrigado, de verdade.
    Bem, gostaria de pedir mais uma ajuda a vocês: Estamos nos preparando para aplicar no final deste ano, pois faltam poucos pontos para conseguirmos estar no páreo do Express entry. Daí, a previsão é chegar aí até o meio do próximo ano. Porém, não sou da área de TI (sou advogado), mas tenho feito cursos, já há algum tempo, com o objetivo de mudar de área, por causa do Canadá e por ter muito interesse em TI (além de ser provavelmente uma área bem promissora por aí).
    Então (agora a dúvida), gostaria de saber se em geral é exigida a graduação em TI(ciência da Computação, etc) ou uma pós na área de TI (feita aqui no brasil e com relatório da WES) mais o conhecimento técnico e alguma experiência seriam capazes de me abrir alguns caminhos no mercado aí. Sei que é bem subjetivo, mas queria muito sua opinião como profissional. Agradeço muitíssimo.Abraço.

    • Olá, Carlos!

      Olha, nesse ramo exige-se muito mais experiência do que educação formal acadêmica. Eu mesmo não tenho uma graduação em Ciência da Computação, por exemplo. E a real é que isso é assim no mundo todo pra essa área.
      Na minha experiência, é possível sim mudar de carreira e seguir em frente. Eu mesmo fiz isso (minha formação acadêmica é em Música, e eu trabalhei como músico profissionalmente por 12 anos antes de sequer começar a mexer com desenvolvimento). Obviamente, não posso garantir que vai dar certo pra todo mundo, mas pra mim deu certo =)

      Um abraço!

      • Olá Han. Então com quantos anos vc iniciou?
        Eu já trabalho há uns 7 anos com HTML, CSS, WordPress e Design UI Prototipagem. Mas a três meses atrás resolvi entrar de cabeça na programação. Já fiz o intensivo de JS, estou terminando Angular e já comecei React + Redux + Node.js + MongoDB. Estou engatilhando para depois entrar em Ruby + Ruby on Rail. Quero fechar este ano no mínimo intermediário nessas tecnologias. Atualmente tenho 34 anos, vc acha q ainda há futuro pela frente no desenvolvimento por conta da idade?

        • Olá, Saulo!

          Rapaz, eu mesmo comecei de velho, né. Comecei com 25 anos, e eu não tenho graduação nessa área (tenho um tecnólogo só, mas que nem sei se conta rsrsrs).
          Essa stack que vc está estudando é muito legal e tem bastante mercado. Eu só sugeriria estudar também um db relacional como mysql ou sql server. MongoDB é muito legal, mas tem suas aplicações e não serve pra absolutamente tudo. Grande maioria das empresas vai ter um banco relacional (mesmo se também tiver serviços com mongo também).
          Tenho um pouco de dúvida sobre o Ruby… Vejo muito pouco mercado pra essa tecnologia. Talvez seria mais proveitoso focar mais em node que pegar ruby do zero.

          Agora, sobre tempo, bem, a gente precisa de 10 mil horas fazendo uma determinada coisa até ficar realmente bom naquilo né. Eu acredito muito que se você colocar seu foco total essa coisa da idade vira só uma pequena pedra no caminho.

          Forte abraço e boa sorte! =)

  5. Olá casal Boa madrugada!
    Sou formado em SI e estou terminando minha pós graduação em Segurança da Informação e Perícias em Crimes Cibernéticos, estou com muita vontade de aplicar para o Canadá e gostaria de saber como está o mercado na área de Segurança por ai.

    • Alexandre, tudo bom? Olha, eu sou professora de inglês e o Han não trabalha com essa área aí! Infelizmente não sabemos para poder te dizer. A gente também não conhecia ninguém aqui e para saber como eram as vagas usamos muito o indeed.ca. A maioria das empresas grandes posta vagas lá e você consegue ver tranquilo como é a procura por profissionais na sua área. Boa sorte viu? Abraços!

  6. Muito bacana esse post, com certeza um processo bem mais exigente que muitas empresas aqui no Brasil ( o que não necesseriamente significa que é melhor), vejo muita coisa mesmo pra quem é developer mas quase não vejo vagas para as outras áreas QA, SM, SA, Infra, eu sou de QA mas quase não vejo nada da minha área, sabem dizer se tem mercado para QA ai também?

    • Olá Thiago!
      Então, tem mercado para QA sim, e é bem bacana! A grande maioria das empresas trabalha com metodologia ágil com times pequenos e focados normalmente compostos de 2 devs, 1 team leader (que normalmente é dev também), 1 BA e 1 QA. Não sei te dizer como é faixa salarial de QA, mas que tem vaga tem =)
      Um abraço!

  7. Saudações hehe. Achei o post aqui por acaso e não pude deixar de me indentificar um pouco com o Han. Tenho 25 anos e minha área atual é a música, trabalho principalmente dando aulas, comecei recentemente a estudar python e estou atualmente estudando django.
    tive contato com TI na verdade no ensino médio por um curso técnico mas que meio que ficou na geladeira porque já estava trabalhando com música na época então estou praticamente recomeçando do zero. Fiquei muito interessado nessa Crossover e com um pouco mais de bagagem gostaria de tentar mas fiquei com algumas dúvidas. Dando uma olhada no site na parte de software engineer vi que em candidate requirements pede bacharelado em ciência da computação, engenharia elétrica ou engenharia da computação.É isso mesmo? Vi um comentário seu dizendo que n tinha esse tipo de graduação em TI.
    Isso tem me preocupado,o tempo entre tentar passar numa federal ou me organizar pra pagar uma particular e terminar o curso seria bem longo. Oque acha desses cursos mais rápidos e específicos online? focar nesse tipo de coisa em vez do curso de nível superior pode vir a ser um problema?

    • Vinicius, vou adiantar aqui para já ter dar uma resposta. O Han tem um tecnólogo em jogos digitais, isso significa que ele tem um diploma que é considerado ensino superior no Brasil, mas fi um curso mais rápido de 2 anos e meio se me lembro bem. O curso não era super caro e na época o Han trabalhava e pagava o curso, com um ano de curso ele conseguiu um estágio na área e trocou de emprego para área de tecnologia de vez. Ele realmente não tem como te dizer se é possível conseguir empregos só com esses cursos online pois não foi o caminho q ele traçou. Ele fez esse curso para ter alguma experiência na área e poder ver se realmente se interessava naquilo. Procure buscar cursos menores tecnólogos que tenham haver com a área, quem sabe isso não te ajude. Boa sorte! Abraços!

      • Entendi. Quanto ao que falei sobre o Crossover, saberia tirar a dúvida? E sobre aquela questão de valorizarem mais a experiência e skills que necessariamente uma graduação formal nessa área. tenho visto algumas vagas para programador aqui cobrando formação em ciência ou engenharia da computação. Na opinião de vcs isso é algo mais daqui no Brasil ou a tendência geral seja de passar ter essa cobrança?

        PS: Obrigado pela atenção! 🙂

  8. Olá casal! Um achado esse seu blog! Vou explicar nossa situação: meu marido trabalha há mais de 15 anos na área de programação, porém ultimamente, não tem nem respirado de tanto trabalhar e isso me preocupa… hoje o que queríamos era viver em um lugar que nós desse qualidade de vida e segurança pra nós 3( eu 39 anos ele 45 e filha 12). Ele acha a ideia muito boa, até pq já estivemos no EUA e ele adorou, só que algumas coisas nos preocupa; o inglês (o nosso é básico) a idade e o trabalho, como é trabalhar no Canadá? É como aqui no Brasil? Não tem hora pra sair, sem férias???será que teríamos alguma chance?

    • Eliane, tudo bom? Fico feliz que você gostou do nosso blog! Olha aconselho você começar lendo os posts listados no primeiro tópico do nosso FAQ. A resposta para a maioria das suas perguntas está ali. Uma das outras questões é que o inglês é sim essencial e aconselho começar a correr atrás disso o quanto antes. Trabalhar no Canadá é muito mais tranquilo, mas lembrando que não existe essa coisa de férias obrigatórias aqui né? Depende de empresa para empresa. Abraços e boa leitura!

  9. Post excelente, rey. Sou policial no BR, por ter mais experiência nisso vou tentar aplicar para a mesma área em edmonton. Minha formação é em TI, apesar desse conhecimento ser só um monstrinho adormecido depois de tanto tempo sem programar. Por isso, como alternativa, pretendo dedicar o último ano no Brasil aprendendo Python juntamente com uma ou duas outras linguagens. Mas confesso que gosto tanto de jogos (sem contar que a bioware fica em edmonton) que tenho uns 3 cursos na udemy de game development parados justamente por medo de investir tempo em algo que pode não me ajudar em nada no Canadá. Será que vale a pena brilhar os olhos pra game development ou é melhor concentrar tudo na área de desenvolvimento de sistemas?

    • Rapaz, ambos os mercados são bem fortes aqui no Canadá. Aqui em Vancouver mesmo tem várias empresas de jogos indie e inclusive uma filial da EA (FIFA, NBA, NHL) e a Coalition (Gears of War).
      Tem a Bioware em Edmonton (Mass Effect), a Ubisoft em Toronto (todos os Assassin’s Creed). Então vaga pra programador não falta. A questão, no caso dessas empresas, é que pelo fato de você não ter experiência na área fica um pouco mais complicado.
      Se você quer entrar pra área de desenvolvimento mesmo (seja jogos ou sistemas) sugiro começar o quanto antes e pegar firme: começar a construir seus projetos pessoais e montar um portifólio de projetos. Assim, mesmo não tendo experiência formal, é possível mostrar que você sabe fazer. Pra entrar nessa área mesmo minha sugestão é fazer exatamente o contrário do que vc está fazendo xD
      Forte abraço!

  10. Olá!
    Estou concluindo o curo de ADS, não tenho experiência e nunca trabalhei formalmente na área, eu teria alguma chance de alguma vaga?

  11. Muito bacana sua jornada, Han!
    Aqui no Brasil é muito comum a contratação de devs como Pessoa Jurídica. Queria saber se neste regime é possível comprovar a experiência profissional tanto para as empresas canadenses como para o Express Entry.

    Grande abraço!

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