Hoje vamos desvendar os 3 maiores erros em writings de provas de inglês. Esses erros são tipicamente brasileiros tá? E eles acontecem tanto no IELTS, quanto no TOEFL, quanto em qualquer outra prova de inglês que você fizer!

Quer saber quais são os 3 erros tipicamente brasileiros? Segue lendo!

Evitar repetir palavras e se ferrar por causa disso!

FERRIS BUELER teacher boring
Da lista de professores que mais traumatizaram alunos: o professor do Ferris Bueler… HAHAHA

Eu sei que você, assim como todas as outras pessoas que estudaram no Brasil, tiveram aquela professora de português que no ensino médio ficava repetindo no seu ouvido: “você não pode repetir palavra…” ou “seu texto está muito repetitivo porque você repetiu três vezes a palavra desenvolvimento”.

Uma das coisas mais comuns de acontecer é os alunos lembrarem da experiência deles na escola e no ensino médio! E aí lógico, não querem repetir palavras!

E minha nossa senhora!!! Como os brasileiros fazem esforço para não repetir palavras, que muitas vezes, deveriam ser repetidas. É muito comum dos brasileiros focarem nos substantivos.

Nós brasileiros costumamos evitar usar os mesmos substantivos ao longo do texto. E olha, muitas vezes tem sim substantivos que podem ser substituídos por outras palavras que sejam equivalentes. Mas é muito normal da gente não ter um substituto à altura em inglês!



Um exemplo claro seria se a gente tivesse que fazer um texto sobre environment. Sabe environment no significado de Meio Ambiente. Nesse significado não existe um sinônimo altura que realmente vai significar tudo que meio ambiente significa! Segundo o dicionário de Cambridge o significado seria: “the complex of physical, chemical, and biotic factors (such as climate, soil, and living things) that act upon an organism or an ecological community and ultimately determine its form and survival”.

Vê se daria para você ter uma palavra só, que significa tudo isso aí! Gente, no próprio dicionário eles definiram com esse tantão de palavras juntas! Não tem como! E aí o aluno tenta trocar… por que ele está traumatizado das experiência dele na escola!

Modificando esse padrão

Tem horas que você consegue manter exatamente a mesma ideia! Mas tem outras que você muda e não fica igual!

Ele vai do environment para o ambient – que não é a mesma coisa – para o climate, que é somente uma das partes do contexto de meio ambiente. E aí ele se ferra!!! Essa é a realidade! Porque o texto é sobre meio ambiente (environment)!

O texto não é sobre o ambiente ao seu redor somente, ou só sobre a atmosfera, ou só sobre o clima! Ele quer que você fale da junção desses fatores. E dependendo da estrutura frasal que o aluno está formando, ele não consegue ser claro! E mais importante ainda: ele não usou o vocabulário que define com precisão a o que ele está se referindo – que seria environment.

Sério gente! Uma das coisas que eu mais falo para os alunos é “para de ficar com essa neurose de não repetir palavra”! Tem muitas palavras, principalmente substantivos, que devem ser repetidos SIM!

Pense no que você tá falando. Qual que é o foco principal do texto? É esse aqui Y, melhor definido por essa palavra X! Se a palavra X que você está se referindo é o foco principal, e já é um vocabulário bem avançado, fica a dica: Não tenha medo de repetir! REPETE MESMO!

Escrever demais – ser prolixo – a língua inglesa é objetiva.

Outro erro muito comum nos brasileiros é não saber quando parar. Isso na verdade não tem a ver com você escrever uma grande quantidade de palavras. O que eu me refiro tem realmente a ver com você não saber quando parar uma argumentação! Sabe, você ficar, como a gente diz no português, “enchendo linguiça”?

A maioria de nós passou por todo o nosso sistema educacional no Brasil. Logo, temos a tendência de ficar enchendo linguiça! Em algum momento na nossa vida, os nossos coleguinhas ou os nossos amigos de escola falavam: “não se preocupa… é só encher linguiça que você vai conseguir os pontos”.

Atire a primeira pedra quem nunca pensou assim! Confessa vai que quando você fazia uma prova de redação pensava que era só encher uma linguiça ali que aí ia dar os pontos que você precisava! A gente tinha convicção que a professora ia achar ótimo que a gente tinha escrito bastante e que assim teríamos a nota que precisávamos.

É isso… só que ao contrário!

No inglês é exatamente o contrário!!! Essa coisa de ficar “enchendo linguiça” vai te tirar muitos pontos no IELTS ou na maioria das provas de proficiência de inglês (TOEFL, CELPIP etc). Aí você vai me perguntar: mas como que isso vai me tirar pontos Giovanna?

Sim! Provavelmente você não está sendo claro e direto… e sim subjetivo e prolixo!

Isso vai te tirar pontos por que existe um critério no IELTS que fala sobre o texto conter “irrelevant detail”. Normalmente quando a gente enche linguiça, a gente está dando detalhes irrelevantes!!! Essas frases a mais realmente não ajudam na nossa argumentação!

A gente, como brasileiro, tem que entender que temos uma cultura muito diferente do nativo de língua inglesa. Na nossa cultura é muito comum das pessoas darem informações e detalhes que não são relevantes para aquele problema. E também é comum que a gente vá lá e preencha as lacunas… a gente meio que lê nas entrelinhas, sabe?

No inglês não existe essa coisa de “ler nas entrelinhas” ou de “está subentendido”! Ou você disse o que você queria dizer, ou você não disse! É, literalmente, simples assim! Normalmente quando você “enche linguiça”, você realmente está adicionando coisas irrelevantes! Você provavelmente você não tá dizendo que você precisa dizer.

Por isso, normalmente você acaba tendo um certo problema com seu writing, e não consegue atingir aquela nota que você sonha. Pare de tentar “encher linguiça” e comece a focar em argumentações válidas para o assunto proposto. Seja objetivo, fale o que precisa dizer e PARE DE SE REPETIR!

E aí amarrou a carapuça lá no pé com essa? #omg #ohyes #vocêeatorcidadoFlamengo

Evitar dar opinião em primeira pessoa – Esqueça o acreditamos ou o acredita-se.

Por último, uma das coisas que os brasileiros mais fazem de errado é: evitar dar a opinião em primeira pessoa. Sim, esse é outro trauma estabelecido pelo nosso sistema educacional do Brasil. #brasilfabricadetraumas A grande maioria das professoras, especialmente aquelas da época do vestibular, falou para gente escrever na terceira pessoa do plural, o famoso acreditamos, ou no presente do indicativo com a conjugação pronominal – o famoso “acredita-se”.

Inclusive a maioria das professoras, e dos professores, de português diria que é um pecado num texto para vestibular você colocar a sua opinião de forma clara, numa frase do tipo “eu acredito que…”. Logo, a gente acaba levando essas experiências para nossa prova do IELTS, TOEFL, CELPIP, etc.

Acabamos pensando “nossa, eu não posso falar na primeira pessoa” . E mesmo que alguém mande a gente falar na primeira pessoa, a gente fica desconfiado! Acabamos tentando achar jeitos de evitar falar na primeira pessoa!

Temos que entender que isso é outra diferença cultural fortíssima do inglês para o português! No inglês, é muito importante que você dê a sua opinião, se você está fazendo uma essay, ou seja, fazendo um texto argumentativo. É necessário que você fale claramente o que você pensa. E essa frase do “eu acredito que ” é essencial para isso. Você não pode correr dela!

Nós temos culturas muito diferentes…

Não precisa ser tão self-centered… mas precisa sim dar a sua opinião claramente em algum momento!

Entenda, por favor, que o nativo falante de língua inglesa sabe muito bem argumentar dois lados de uma ideia. Sabe, os famosos lados opostos? E eles sabem ao mesmo tempo dar a opinião deles no final, sem dizer que um dos lados está 100% errado.

Eles tem um “approach” mais balanceado a textos argumentativos. Diferentemente do português. E um grande exemplo disso pode ser visto ao assistir os políticos discutindo no parlamento, ou no house of commons do Canadá, por exemplo.

Tem vezes que a gente assiste e nem parece que a pessoa está discordando! Mas ela está! Ela sabe que existem os pontos positivos de alguma coisa, mas ela ainda assim pessoalmente discorda. E é muito interessante a gente ver esse tipo de diferença ao lidar com ideias e expor argumentos.

Essa é a base cultural muito diferente que faz a gente, brasileiro, evitar falar em primeira pessoa. Já reparou que a gente dificilmente reconhece os pontos positivos do lado que discordamos? E normalmente, se for para dar a nossa opinião, a gente dá ela como parte de um grupo? Raramente vemos o brasileiro comum dando a opinião pessoal no Brasil somado a pontos positivos do lado contrário, e pontos positivos do lado que ele concorda (entenda que me refiro a opiniões balanceadas e sensatas – não aquelas coisas tipo “isso está errado e pronto”).

Em muitos momentos do texto argumentativo nós estamos, sim, falando de outros grupos de pessoas. E nesses momentos vamos utilizar o plural sim, por exemplo. Mas principalmente na nossa conclusão, a gente não pode evitar de falar na primeira pessoa! Muito menos evitar de dar a nossa opinião claramente. E esse é o terceiro erro mais comum dos brasileiros!

E aí, se viu cometendo esses 3 maiores erros em writings?

Sua cara agora pensando: Ixi, cometi todos! HAHA

E aí, qual desses erros você estava cometendo? Qual deles você conseguiu entender que você precisa parar de cometer? E qual deles, enquanto você estava lendo, você tava pensando “Ai meu Deus! Lógico que isso não vai dar certo! Tudo que eu já aprendi me diz diferente disso”?

A gente está aqui para quebrar esses paradigmas! E você pode ou não acreditar no que está dizendo nesse texto, mas que esses são os três erros mais comuns do brasileiro, ah eles são!

Eu sei que você já sabe dos nossos cursos para IELTS, mas se você ainda não conhece por algum motivo, vou deixar o link dos nossos cursos de writing para você! Se você curtiu e conhece alguém que está passando por dificuldades no writing, compartilhe esse texto! Talvez você vai ajudar essa pessoa a parar de cometer esses erros tipicamente brasileiros. #sharingiscaring