Quem acompanha o blog sabe que eu escrevo mais ou menos uma vez a cada seis meses, e já deve fazer mais ou menos esse tempo que eu apareci aqui pela última vez.

Como a Rey é essa pessoa super planejada e que estuda os mínimos detalhes, ela que sempre escreve sobre a parte “técnica” do Express Entry. Eu venho só de vez em quando pra falar um pouco sobre algo que estou sentindo nesse processo, e o tema de hoje é a vida social após seis meses de imigração.

Vida Social no Brasil

Eu era até um cara bastante sociável no Brasil. Eu sou falador, gosto de conversar, gosto de trocar ideia. Gosto de assuntos interessantes e conversas interessantes. Gosto de sair com os amigos e fazer coisas que nós curtimos. Paro aquela campanha single player fodástica no meio pra jogar Overwatch com um brother.

Eu até tinha uma vida social bem ativa. Como sou falador pra caramba, me comunicava com frequência com os amigos. Toda noite rolava pelo menos uma partidinha rsrsrs.

Nunca tive tempo ruim pra sair e fazer as coisas com a galera (a menos que fosse algo que eu não curtisse fazer. Não me chama pra um show de sertanejo que eu não vou não!). Marcava churrasco, ia no boteco, fazia um rango em casa e chamava os amigos, saía pra jogar board games, marcava aquele REDÃO irado e virava a noite jogando e tomando uma gelada… Sempre que dava eu tava na área, e sempre funcionou numa boa pra mim.

Tenho horror a ficar no “vamos marcar!”. Se você falar “vamos marcar” pra mim, eu vou marcar. Eu vou te ligar e vou marcar e nós vamos fazer o que a gente estava falando que ia fazer.


Liam Neesan I will find you
And we’ll do something fun!

Chegar num lugar onde você não tem família, não tem amigos, não conhece o lugar, não sabe direito as coisas que tem pra fazer e ainda precisa correr atrás de trabalho e desembolar todos os pepinos que você irá encontrar pelo caminho não deixa muito tempo pra cultivar uma vida social – principalmente se você já passou dos trinta e não está mais na faculdade.

Solidão

Chegar e não conhecer ninguém é ruim, mas você está tão “pilhado” resolvendo tudo o que precisa resolver, conhecendo a cidade nova e fazendo tantas outras coisas que por uns bons 5 meses aí eu nem senti. Recentemente, com tudo mais calmo já, é que as coisas começaram a me afetar.

A Rey é uma companhia fantástica, não me entendam mal, mas depois de um tempo começa a surgir uma necessidade de socializar com outras pessoas. Você vê os amigos marcando as coisas nos grupos no WhatsApp e sabe que não pode participar. O máximo que pode fazer é desejar um bom divertimento pra galera. Vê as fotos da galera no churrasco que você com certeza estaria se estivesse por lá.

A falta que faz aquele almoço de domingo na casa da mãe/sogra. Aquele mesmo que vc achava um saco ter que ir toda vez. Todas essas pequenas interações sociais fazem muita falta, e eu ouso levantar uma hipótese: quando você tem família e amigos ao seu redor você não precisa fazer tanto esforço para iniciar ou participar de qualquer interação social que seja. Elas começam de forma muito natural, normalmente.

Mesmo quando bate aquela preguiça de ir à casa da sua mãe pro almoço de domingo dela e você preferiria ficar em casa jogando WoW porque ainda tem muito artifact power pra farmar, você não precisa se esforçar pra isso acontecer e existe uma bi-lateralidade nas demonstrações de carinho. Você nunca vai imaginar como aquele curto trajeto até a casa da sua mãe, o almoço, e voltar pra casa faz diferença para sua sanidade social.

Pouco a pouco essas coisinhas vão apertando no peito cada vez mais, e você começa a se sentir só. E você se sente só não pela falta de pessoas ao seu redor, mas por não poder mais participar de tudo aquilo que adorava fazer. É uma situação onde, se você não ligar ninguém vai te ligar. Se você não mandar uma mensagem, ninguém vai te mandar uma mensagem.

Sad Ben Affleck

O problema do fuso-horário

Agora, no inverno, estamos com uma diferença de 6 horas para minha cidade natal no Brasil. Isso tem uma série de implicações. Muito mais implicações em minha vida social que eu achei que teria.

Seis horas de diferença significa que quando eu estou acordando, meus amigos no Brasil já estão almoçando. Significa parar de receber notificações do Facebook e do WhatsApp às 4 da tarde, no meio do seu expediente de trabalho. É chegar em casa do trabalho e já estar todo mundo dormindo.

Quando você manda mensagem está normalmente de madrugada no Brasil. E, ou você acaba acordando a pessoa ou a pessoa vai ver só de manhã, o que torna muito comum a pessoa nunca responder. Normal, tudo bem, a pessoa viu de manhã na correria, a notificação sumiu, ela esqueceu de responder.

A diferença de fuso-horário também desloca muito as conversas, principalmente nos grupos. Você sempre vai pegar o assunto no meio do caminho, ou vai iniciar um assunto que ninguém vai responder porque vai chegar no outro dia de manhã e alguém já vai começar o dia mandando alguma outra coisa.

Por mais que a tecnologia facilite imensamente a comunicação, a tecnologia não tem como quebrar a barreira do fuso-horário e esse deslocamento faz a gente sentir muito.

Cultivando novas amizades

Certos ambientes são mais propícios para se cultivar amizades. Na faculdade, por exemplo, todo mundo que está ali cursando aquelas aulas tem um interesse em comum. Ter um interesse em comum é a fagulha que pode iniciar uma amizade. Tentar fazer amizade com alguém que não tem nada em comum com você é muito complicado e, na minha experiência, não dá certo.

Eu tenho minhas dúvidas se tem como mesmo criar uma relação de amizade de verdade após os trinta anos. Digo isso pois o foco de todo mundo normalmente muda nessa faixa etária. Estamos todos trabalhando, correndo atrás do nosso.

Muitas vezes casados e com filhos pra cuidar, e o trabalho consumindo grande parte do dia. A real é que eu não acho que sobra tempo para criar uma amizade de fato. Surgirão colegas, pessoas que você irá interagir, chamar pra tomar uma cerveja, e tal, mas acho que fica por isso mesmo.

A coisa do “ter algo em comum” parece mais importante que eu imaginava. Isso influencia, inclusive, fazer amizade com os gringos. A cultura totalmente diferente complica muito. Eu juro pra vocês que esses dias tive que ensinar pra um chinês o que era uma lasanha, pois o cara não conhecia.

Uma belíssima lasanha!
Fala sério, uma maravilha culinária dessa todo mundo tem que conhecer!

Vida social no trabalho

No trabalho você vai conhecer pessoas. Esse, inclusive, foi o principal motivo de eu ter saído da Aurea/Crossover e ter vindo trabalhar numa empresa daqui. E isso é legal! Mas você não necessariamente vai cultivar uma amizade ali.

Lógico, temos várias coisas em comum (por exemplo, o trabalho que estamos fazendo), mas o foco é o trampo. Dificilmente essas pessoas vão fazer parte da sua vida social fora to escopo do trabalho. Muitas vezes você não tem nem o que conversar se não for sobre trabalho.

Não tem lá grandes momentos de socialização (até que tem toda sexta-feira a “beer friday” às 4pm)… Às vezes até faz um happy hour fora da empresa com a galera, mas meio que morre nisso aí.

Vida social no trabalho acaba se resumindo a: “e aí, como foi o fim de semana?”, “e aí, algum plano pro fim de semana?”, “finalmente sexta-feira, hein” e variações quando perto de datas comemorativas.

Cair na rotina

Juntando tudo isso, comecei a sentir que havia caído numa rotina de trabalhar, jantar, jogar videogame e dormir. Rinse and repeat. Isso foi acabando comigo.

Fazer só as mesmas coisas todos os dias pesou demais pra mim. Ficar preso nesse loop infinito acho que foi o que mais me fez mal.

É necessário perceber que você caiu na rotina e se mexer para quebrar um pouco. Pode ser uma coisa besta como dar um rolê numa quarta-feira a noite depois de sair do trampo. Arrumar uma aula de alguma coisa pra fazer. Qualquer coisa que quebre sua rotina.

A vida só faz sentido se a gente tem um objetivo. Se sua vida virar uma rotina e você não tiver um objetivo de curto/médio/longo prazo, você começa a não ver sentido naquilo ali. Quando menos se percebe, você passa a não ver mais sentido em viver. E aí começa a ficar perigoso.

Crie uma meta! Quebre sua rotina! Faça algo! Você pode, e só depende de você!

you got this

But first, let me tell you something

Agora eu preciso contar não um, mas DOIS segredos pra vocês…

Segredo 1

A ideia do blog foi da Rey. Ela sempre teve blog quando era mais nova e ela adora escrever. Então, o blog surgiu com dois propósitos:

  1. Relatar nosso processo em detalhes para quando aquele parente ou amigo viesse pedir pra gente trazer eles pro Canadá também (o famoso “arruma um emprego pra mim aí!”) a gente mandar o link do blog e dizer: foi assim que eu fiz, e você também pode fazer.
  2. Conhecer pessoas que já estavam aqui ou estavam a caminho do Canadá não importa de que forma.

O blog começou em Setembro de 2016 e um dos focos principais sempre foi conhecer pessoas aqui (vocês já viram o primeiríssimo post?), mas não só a gente conheceu uma pá de gente como também recebemos todos os dias o carinho de vocês muitas vezes em forma de comentários na nossa página no Facebook ou aqui nos comentários dos posts.

No começo a gente pensava que se a nossa história ajudasse uma pessoa a conseguir concluir seu processo com sucesso todo o esforço do blog já teria valido a pena. Hoje eu olho o nosso analytics e quase caio pra trás!

Pessoas que começaram a pesquisar, encontraram o blog, se inspiraram na nossa história e deu tudo certo e hoje estão aqui! Lá no nosso insta volta e meia vocês vão ver a gente com mais carinhas novas e diferentes que nos conheceram através do blog e hoje estão aqui!

Esse carinho e esse feedback de vocês é muito gratificante, e podem ficar tranquilos que não temos intenção de parar tão cedo .

Segredo 2

O segundo segredo é que eu estou re-visitando esse post após tê-lo escrito a umas duas semanas atrás e deixado-o na geladeira esse tempo.

O começo do post eu não mudei. Realmente representa algo que eu estava sentindo e que era muito forte. Toda solidão e a tristeza que eu estava sentindo (o Ben Affleck sabe do que eu to falando). Mas isso mudou.

Eu precisei de um tempo para refletir, por conta própria, no que eu estava passando. Foram uns três dias me sentindo só a derrota. Durante todo esse tempo, no entanto, eu estava processando na minha cabeça o que eu estava passando.

Hoje vejo como foi importante eu refletir e ser sincero comigo mesmo sobre o que eu estava sentindo. Me deu força de vontade de virar o jogo e descobrir o que fazer pra sair dessa deprê que eu estava.

A new hope

Quebramos a nossa rotina! Estamos fazendo coisas diferentes e buscando novos desafios. Traçando novas metas – daquelas que fazem os olhos brilharem! – e tocando o barco firme e forte! (inclusive, tem novidade vindo pra galera que acompanha o Casal Nerd no Canadá, fiquem ligados )

Voltamos a fazer aula de dança e é um ambiente que sempre contribuiu muito para nossa vida social. (pra quem não sabe, eu sou bailarino clássico e danço vários estilos de dança de salão). É um lugar onde, fatalmente, iremos conhecer várias pessoas diferentes que também são loucas com dança.

Agora também eu quero fazer aula de swordplay! Passei a vida jogando jogos onde os personagens manuseavam espadas, agora é minha vez! xD

Escrever esse post foi parte do meu processo de me entender comigo mesmo. Botei pra fora o que eu estava sentindo e olhei pra mim mesmo despido de filtros e julgamentos. Me fez perceber o que estava realmente acontecendo e ter um insight sobre como eu conseguiria dar a volta por cima.

E se você estiver aqui em Vancouver manda uma mensagem pelo nosso Facebook que a gente marca de ir tomar uma gelada =)

Help me, Obi-Wan Kenobi. You're my only hope.


34 COMENTÁRIOS

  1. Muito bacana esse seu Post. Acredito que serve tanto para as pessoas que estão no Canadá como para as pessoas que caíram na rotina, seja lá onde estiverem. Parabéns!

    • Obrigado, querido! Fico feliz que curtiu o post!
      Realmente recebi muitas mensagens de pessoas que se identificaram com o texto por terem se mudado para outra cidade ou estado e sentiram o mesmo que eu descrevi =)
      Um abraço!

  2. Tem empresa de Iluminação aí ? Rsrs Que dá uma vontade de ir para essa terra de Frozen dá! Abraços meu amigo. Tudo de Bom! Arruma um emprego para mim ae! Rsrs

    • kkkkkkk… Rapaz, imagino que deva ter sim, mas não deve chegar perto da qualidade do seu trabalho! O que também torna difícil arrumar um emprego pra vc aqui, pq só elite pra pagar seu preço, bicho!!! hahahaha Forte abraço, meu querido!!

  3. Um dos melhores e mais sinceros posts que já li de alguém que foi morar fora. Como alguém que já morou fora antes, sei bem como é essa fase. Obrigada por compartilhar isso conosco! E espero estar aí em breve pra tomar uma com vocês e escutar você e meu dignissimo falando sobre overwatch kkkk (Obs. Ele adorou saber que você também trabalha com C# e ASP.NET! A maioria do pessoal que a gente vê é programador Java)
    Já comentei isso antes mas não canso de dizer, parabéns pelo trabalho maravilhoso de vocês!!

    • Que bom que vc curtiu, Nane! Fico muito feliz!
      Realmente tem muita gente de java sim, mas .net também é muito forte!
      Vem sim que a gente toma uma gelada aqui e joga um Overwatchzinho hehehe.
      Forte abraço!

  4. Han, demais o seu texto, seus pensamentos e sua coerência! Muita gente não percebe esses sentimentos que você expressou no post. Ainda não tive essa coragem, mas tenho noção que os desafios são grandes.. e é isso aí.. tocando projeto atrás de projeto, profissão atrás de profissão.. vai virar até espadachim agora kkkk parabéns pelos talentos e sucesso pra vc e sua esposa, que ainda não conheci! Abraço,

    • Grande Marcinho! Fico feliz que vc curtiu o texto!! Hoje estou um cadinho longe mas mantenho no coração os amigos que fizeram parte da minha história! Lembra de vc e Osmar me ensinando html na LK? 😀
      Forte abraço, meu querido!!

  5. Grande depoimento, Han!

    A mudança de país acaba acarretando em um monte de outras mudanças, como o idioma, clima, distância da família e de amigos (com a falta de contato, algumas amizades anteriores até esfriam). É praticamente uma mudança de vida!

    Pelo lado positivo, essa mudança de vida é uma oportunidade de ouro para a gente se reinventar, retomar bons hábitos, abandonar velhos maus hábitos e também desenvolver novos.

    Outra coisa que ajudou foi dizer sim. Um conhecido chamou pra ir a algum lugar onde nunca fui? Sim! Sair pra tomar sorvete à meia noite no inverno? Sim! Ir para um evento que parece uma cilada? Sim! O pior que pode acontecer é a gente dar risada da situação depois, o que ainda é positivo 😀

    • Grande Leo!!
      É isso aí!! A gente reconstrói a vida e segue em frente! É uma mudança muito grande de vida mas que traz tanta experiência e aventura que eu não consigo nem medir.
      Mata a saudade pelo whatsapp e faz uma visitinha quando possível. Aproveita as oportunidades malucas pra curtir!
      Sai pra pescar um dia e vai no show do Slayer no outro!!! 😀
      Tamo junto, querido! Um forte abraço!

  6. Hola chicos, todo bien?
    Conheci faz pouco tempo seu blog e já posso falar que li o 100% dele, foi ótimo ter encontrado tanta informação boa. Sou argentina e moro há 5 anos em São Paulo. Me senti muito identificada com esse post. Eu sei que os brasileiros são pessoas maravilhosas e amigáveis, mas esse sentimento de solidão eu também já senti morando aqui. Hoje não me sinto mais assim e consegui fazer amigos incríveis! Mas já estou olhando pro Canadá e sei que vou ter que começar tudo de novo, e quer saber? Isso não me assusta, se já passei por isso e foi resolvido, da próxima vez que acontecer já tenho as ferramentas para fazer amigos de novo, rs.

    Seu blog está me ajudando muito com o processo e já vou avisando que quando eu morar lá vocês podem contar com uma amiga argentina em Toronto, rsrs. Um beijo e may the force be with you <3

    • Alejandra, esse post foi do Han, mas eu AMEI seu feedback. E te digo que eu mesma, mudando somente de cidade quando era jovem passei por isso que o Han e você descreveram e hoje lidei muito mais facilmente com a mudança de país por causa disso tudo. Acho que você vai tirar de letra a vinda pro Canadá também! Agradeço demais o carinho! Abraços!

    • Hola, Alejandra!

      Que bacana sua experiência, muito obrigado por compartilhar! Realmente eu acredito que todo mundo que mudou para um lugar completamente novo (não necessariamente o Canadá ou outro país… Pode ser até mesmo de cidade ou estado!) acaba sentindo pelo menos um pouquinho.
      Mas é isso que vc falou: já passou uma vez, já sabe como vai ser!!

      Boa sorte no seu processo e pode deixar que, quando formos a Toronto, a gente avisa sim y yo quiero empanadas argentinas hechas a mano! xD

      Beijo grande!

  7. Han,

    Entendo perfeitamente o que sente, meu amigo. Viver sem a socialização que estávamos acostumados no Brasil é sempre difícil. Eu e minha esposa, assim como vocês, imigramos como PR’s aqui pra Edmonton. Mas graças a Deus temos um circulo de amigos brasileiros que estão aqui fazendo a diferença! É ótimo imigrar, entender outra cultura e se mesclar! Mas quando bate aquela vontade de socializar, a colônia brasileira aqui AJUDA e MUITO!

    Cara, em suma, parabéns pelo trabalho de vocês com o blog! Já nos ajudou VÁRIAS vezes e já indiquei como fonte de referência para pessoas que precisavam de informações! Se algum dia vierem para Alberta e quiserem tomar uma gelada conosco, vocês estão MAIS QUE CONVIDADOS!

    Se quiserem me adicionar no Facebook para mantermos contato, meu e-mail é o que eu cadastrei aqui!

    Um abração!

    Fabiano

    • Olá, Fabiano!

      Poxa, que bacana, cara! Muito obrigado pelo carinho! Realmente fizemos muitos amigos brazucas aqui e só galera gente boa!! Temos vários planos de passear pelo Canadá e Edmonton está na lista, claro! Vamos tomar uma gelada com certeza!

      Um forte abraço, querido!

    • Olá, misteriosa (ou misterioso) B.! xD

      Realmente isso é algo que a gente sentiu e, pelos relatos da galera, muita gente tem se identificado. Ao mesmo tempo, temos amigos que vieram sozinhos também e estão de boas!
      A ideia do post não é desanimar ninguém, claro que não! Mas talvez até alertar sobre algo que a gente não costuma pensar muito enquanto preparamos o processo e que possamos nos preparar para isso também. =)

      Este é só mais um dos desafios da imigração que temos que superar, e com força de vontade e determinação a gente vai longe!

      =)

  8. Lendo o seu relato, me coloquei no seu lugar e como é importante refletir sobre esses “detalhes” que quando a gente percebe se transforma num sentimento ruim, a longo prazo.
    Muito legal seu depoimento, escrever sem dúvida ajuda muito neste processo!
    muito sucesso pra vcs!

  9. Que post emocionante!
    Queria ir pro Canadá pra fugir desses almoços de domingo, mas hj, 5 anos depois que comecei esse plano, estou muito melhor com minha família e triste por ter que partir sozinha (eu ia com meu ex)…
    Lindo relato, vai me dar forças pra persistir e saber o que vou enfrentar.
    Vou pra Vancouver em Outubro! Quem sabe consigo conhecer vocês!

    • Obrigado pelo carinho, Andréa!

      Achei importante compartilhar essa experiência que tive para que outras pessoas que estão se preparando para vir possam também se preparar para esse impacto social que a imigração traz. Eu mesmo achei que estava super preparado, e olha só hahahaha.
      Tenho certeza que você vai se dar super bem por aqui!! Fala com a gente quando chegar e vamos tomar uma cerveja =)

  10. Estava tendo a mesma conversa com o meu marido alguns dias atras. E bastante facil encontrar colegas, mas bastante dificil fazer amigos. A rotina de dormir, comer e trabalhar acaba deixando a gente pra baixo. Estou feliz que voces acharam novas atividades pra alegrar as coisas. O blog e incrivel e voces merecem! Nossas portas estao sempre abertas se quiserem jogar algum jogo de tabuleiro! hahah =)

    • Muito obrigado pelo carinho, Isabela!!

      Acho esse período de adaptação muito importante. É uma experiência bem única mesmo.
      Agora, board games estamos sempre dispostos!! Só falar!! =D

  11. Han, outro dia li sobre as fases do luto de quem mora fora. Existem estudos sobre isso…
    Ainda não fomos, mas já vivo cada churrasco com os amigos de uma forma diferente. Sei que vou sentir muita falta, mas o fato de saber, ter conhecimento de que vai acontecer essa sofrência lá na frente, considero já um passo adiante pra cura. Rs…
    boa sorte aí!

    • Pois é, Gi!
      É muito interessante a experiência tanto estando aqui como a preparação de viver cada churrasco de uma forma diferente, como vc mencionou!
      São fases que a gente tem que passar mesmo, e vamos que vamos!! =D
      Um abraço!

  12. Que coisa linda de post!
    Acabei de conhecer o blog de vocês e também estou na quest da imigração haha mas vou para Winnipeg!
    Daqui a menos de dois meses, eu e meu marido estaremos já lá e posts como esse são tão importantes para nós… para nos prepararmos e mesmo identificarmos com maior facilidade o que poderá acontecer nas nossas vidas, cabeças e corações e agradeço demais por isso.
    Agradeço a sinceridade e a coragem pq, acredite, não é todo mundo que consegue se olhar e se permitir estar aberto para o outro assim. Parabéns! 🙂

    Se quiser dar um pulo em Winnipeg daqui a um tempo, é só dar um toque! haha ;D

    • Ahhh que bacana, Mari!!
      Fico feliz que curtiu meu post! Muito obrigado pelo carinho! Pode deixar que quando a gente for pra Winnipeg a gente dá um toque sim! =)
      Beijo grande!

  13. Parabéns pelo texto e pela vitória diária, han e rey. Tô vendo que quando conseguir zarpar do BR vou ter que abandonar o final fantasy e as campanhas single player pra dar mais espaço pro coop, vou precisar! Li essa história com angústia esperando a new hope e felizmente ela apareceu. Acho que a essa altura do campeonato vocês já fazem ideia do tanto de gente que auxiliam, e tenho orgulho de dizer que faço parte dessa galera. Meu plano junto com minha esposa é direcionado pra edmonton, mas espero que um dia a gente consiga se encontrar, assim eu posso aprender a dançar ao invés de pisar no pé das pessoas.

    • hahahahahahaha adorei seu comentário, José!
      Realmente os primeiros seis meses foram puxados, mas passados quase um ano e meio já ficou complicado fazer uma festa de aniversário pq não cabem todos os amigos no apê!! rsrsrsr
      Avisa a gente quando chegar em Edmonton que a gente marca de tomar uma quando a gente passar por lá!
      Forte abraço, querido!
      (ps: dá pra conciliar single player e co-op numa boa, acabei de matar aqui 86h de Final Fantasy XV hauuhauhauha)

  14. O texto veio em boa hora. Sempre quis morar fora. Já viajei, mas agora é a hora. Com filha, mais de 30, é agora ou nunca mais e o que tem me segurando é isso aí Han… E a solidão? Você ter contado isso ajuda a pensar que a vida da gente é uma só e que ou a gente tenta ou morre no arrependimento. E que isso tudo aí faz parte do processo. Espero que esses meses todo de distância do posto tenham ajudado a você estar mais feliz aí! Quem sabe, a gnt não se vê em algum tempo.

    • Nathan, eu vou responder pelo Han pode? Olha, ultimamente não temos mais solidão mesmo! A gente tem um grupo de amigos grande e lindo! Sempre temos convites para festas/reuniões e sempre tem algo para fazer. A vida sempre vai se ajustando e hoje em dia (pricipalmente no verão) o difícil é conseguir FICAR EM CASA! HAHAHAH
      Acho que outro fator para ter ajudado nesse post aí é que era inverno e foi nosso primeiro Natal e Ano novo aqui e a gente não se planejou! Esse ano nos planejamos e foi tudo muito melhor! Ano que vem tenho certeza que vai ser melhor ainda! Eu sou suspeita para falar sobre mudanças pro Canadá, mas na minha opinião, se você tem o perfil, fala inglês e é um profissional necessitado aqui: não tem erro! Aqui é o melhor lugar para se estar! Boa sorte nos planos! Abraços!

  15. Han, eu e meu noivo (quase marido) vamos adorar tomar umas cervejas com você e com a Rey quando estivermos aí no Canadá, principalmente porque possivelmente seremos nós passando por esse processo aí. Aproveito pra agradecer todas as dicas e palavras de vocês aqui no blog, insta e facebook. Estamos acompanhando tudo e vocês são incríveis. Beijos e abraços!!

    • Ei Fernanda! Vai ser um prazer tomar umas cervejas com vocês! Nesse verão devemos ter um encontrinho com os seguidores moradores de Vancouver. Espero que se vocês estiverem por aqui, participem! Anunciaremos mais detalhes em breve! Abraços!

  16. Gostei muito desse post sincerão! Deve ter sido difícil fazê-lo, mas pelos comentários já deu pra ver que valeu muito a pena <3 Eu e meu namorado vamos tentar fazer o processo de imigração e isso é uma coisa que nos preocupa um pouco… a outra é se vamos achar companhia pra jogar boards ahahahah mas agora ficamos mais tranquilos ahaha

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